Apresentação
Esse é o relato dos aprendizados e resultados da primeira visita feita as propriedades Lano Alto, Boa Vista, São José do Alto da Cruz e Sítio Juçara pelas técnicas Ana Laura e Fernanda, com duração média de 6 horas.
Foram também realizadas visitas no Córrego das Flores, uma propriedade que tentamos incluir no projeto, mas os proprietários terminaram optando por não participar.
Essas propriedades estão localizadas em São Luiz do Paraitinga, SP, Brasil, na bacia do Rio Paraitinga e todas produzem bovinos de corte e ou de leite.
Metodologia para diagnóstico inicial das áreas
Os dados de diagnóstico foram coletados no celular pelas técnicas, por meio de um formulário estruturado utilizando o aplicativo KoboCollect. As perguntas do formulário foram inspiradas na SMA n°32/2014 e traz um primeiro olhar sobre a características de declividade, solo, manejo da água e vegetação das áreas de restauração destinadas à esse projeto.
O caminho e alguns pontos de localização das áreas também foram marcados utilizando o celular, com sistema de localização ligado e utilizando aplicativo OsmAND. Esses dados foram exportando em formato gpx e enviado através na nuvem.
Foram visitadas as áreas destinadas para a restauração florestal e plantio de sistema silvopastoril e devido as diferenças encontradas entre elas, os formulários foram preenchidos mais de uma vez durante a visita.
Ao total foram feitos 22 formulários, sendo 11 na Lano Alto, 4 na Boa Vista, 4 na São José do Alto da Cruz e 3 na Juçara. As áreas de floresta não foram visitadas nessa primeira visita.
Para análise dos resultados foram descontados os dados do Córrego das Flores, sendo portanto uma visão das áreas que participarão efetivamente do Pecuária Floresta.
Resultados globais
O mapa com os formulários pode ser acessado clicando aqui. O link leva ao ambiente do Kobotoolbox e cada uma das "bolinhas" do mapa representa um formulário, que podemos visualizar e imprimir.
Os resultados globais mostram que, aproximadamente:
- 59% das áreas não tem a presença de capoeira
- 82% dos locais o acesso é relativamente bom, sendo que os acessos ruins estão na Lano Alto
- 50% tem declividade boa, sendo que as áreas mais declivosas as destinadas para o plantio total
- 68% das áreas têm proximidade com a mata
- 58% das áreas têm a presença de vegetação inicial com alta resiliência
- 20% das áreas alaga raramente ou tem alagamento sem correnteza e as demais não alagam
- 45% das áreas não tem erosão, sendo 9% com erosão em sulcos
- 95% das áreas têm presença de formiga, segundo diálogo com os agricultores
Ferramentas de informática para coleta de dados
Para esse trabalho foram utilizadas os aplicativos de celular:
- OSMAND para se fazer o track e tirar pontos do trajeto feito na visita e sua exportação em formato gpx.
- Kobotoolbox, sendo previamente construído um formulário para coleta de dados in loco e off-line integradas ao aplicativo para seu uso a campo.
- Open Câmera para tirar fotos com marca d’água. Outro aplicativo testado e bem avaliado
Considerações
- O desenho das áreas de intervenção desse projeto precisa de validação à campo, seja para ratificar a campo o desenho com os agricultores, seja para coleta de pontos e trajetos geoespacializados para melhorar a precisão do desenho feitos.
- Para melhorar o diagnóstico será necessário outras visitas em cada uma das áreas: floresta, áreas de pastagem e áreas de restauração florestal.